O bancário do Santander que foi arbitrariamente demitido por justa causa, foi reintegrado ao trabalho, em Porto Velho (RO), em cumprimento à decisão judicial proferida ainda em novembro.
O Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (TRT-RO/AC) reconheceu que houve clara injustiça cometida pelo Santander que, ao demitir o bancário por justa causa - sob a falsa alegação dele ter cometido falta grave no atendimento ao público - não apresentou qualquer prova que justificasse a acusação e o desligamento na sua forma mais deletéria e desonrosa possível. Para piorar, o banco fez a demissão justamente quando o trabalhador enfrentava sérios problemas de saúde causados exatamente pelos excessos na atividade bancária diária.
A reintegração ocorreu devido a defesa do bancário, que impetrou ação judicial exigindo a revogação da justa causa aplicada, a reintegração do trabalhador ao emprego, com o pagamento integral dos salários e benefícios desde a dispensa.
Entenda
O bancário, com mais de 18 anos de serviços prestados ao Santander, foi acusado (pelo banco) de praticar conduta irregular no atendimento de clientes, mas as provas demonstraram justamente o contrário, que ele sempre agiu com cautela no desempenho de suas atividades, seguindo os protocolos internos da própria instituição.
E essas quase duas décadas de trabalho diário no Santander, com intensas jornadas, imposição de metas abusivas e esforço repetitivo, adoeceram o trabalhador. Mesmo sabendo disso o Santander optou por descartá-lo, aplicando a penalidade mais severa, sem provas concretas e sem sequer lhe dar o direito de se defender.
A magistrada concluiu que o banco não apresentou provas do envolvimento do empregado em qualquer ato desabonador que justificasse a penalidade que foi aplicada a ele.
Fonte: Tudo Rondônia
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